12 de abr de 2016

Cafuné Cafona

Vez em quando seu pezinho molhado aparece num canto esquerdo no alto da minha tela, onde posicionei o ícone da rede social.
É uma foto dessas despretensiosas (talvez icônica) tal qual nossas duas tardes passadas num passado presente tipo rede de balançar, onde repouso minha lembrança.
Assim do nada, pairando nesse mar de virtudes virtuais me paira seu marasmo confortável, aquele da companhia calma, serenidade que desejo, e uns pingos de saliva doce pra temperar.
Em algum ponto ficou por lá, naquele feriado gasto na redoma da cama, dividindo o travesseiro, nossa vontade de querer mais.
Mas, acho ainda que pode ser válida uma nova tentativa, outra volta no relógio do tempo perdido. Mais uma sessão de sol no chuveiro e aquelas mordidas no ombro, ou queixo.
Sei lá eu porquê motivo - razão não fica nessas horas, só a circunstância - to nesse looping de cena no interno do olho...
Dê uma piscada se você também quiser criar outras novas vagarosas tardes.
Posso secar seus pés molhados e de repente seguimos mais um pedaço de caminho, assim como quem não quer nada.
;)

Carola Bitencourt
11/04/2016

1 de abr de 2016

não tem a quem chamar
não tem grito que agrave
tem teor de voz que chama
tem alou, to precisando.

tem amigo,
quando interessa
tem vontade
quando há pressa
tem desejo que não interpreta

de onde vem paciência
de onde surge decência
onde se faz a palavra hoje
quando amanhã
é só ausência?

foda-se o gosto
foda-se o sábio
o sádico
é esse
que se aproveita

nessa não tem moral da ESTORIA
nessa se faz a glória sem satisfação
nessa, quem contava
agora não considera
não.

Parabéns!
os entes queridos, escolhidos
na encruzilhada se perguntam:
sãos?

Carola Bitencourt
31/03/2016