25 de fev de 2011

"Minha carne é de carnaval
eu não marco toca!"

Reviro rebuliço tal
"burca a rezbolah"
sou amigo da onça
pintada a ferro e fogo de prata
pulo marchinha
sem dar ré no pedal
jogo confete repentina
faço da serpentina corda naval
arrastando bondes pelos trilhos
teresamos todos na mesma nau.
Now what?
watch me happening!

Repique, pandeiro e tamborim
somebody que sambe, replique
dos folhetos às fotos,
dos coretos aos caretas,
dos clarins às clarinetas:
de sexta à cinza-feira
cada bloco terá
um bocado bem bolado de mim!!

"Meu coração é igual!"

Carola Bitencourt
25/02/2011

Direitos do autor:
Swing de Campo Grande - Novos Baianos
IGOR COTRIM "ENTÃO SACODE ESSA BURCA, QUERO TER VER REZBOLLAH"

23 de fev de 2011

GRÃO

BROTA

FRUTO

GENTE

BOTA

PREÇO!

21 de fev de 2011

Ele camaleão
cambaleia dançando instinto
com intuito soturno
de atravessar minha muralha
E consegue sem pressa
Certeiro no ponteiro das horas
sussurradas entre as janelas da alma
e o fechar das portas
Atua feito pluma esvoaçante
em vendaval
cintila brilho nos olhos alheios,
quebra meu último receio
e com a mesa farta
me sacia sobremesa entre os dedos
doce deleite, suspiros e aceites
sem usar manual, cartilha ou receita
traz minha fome de volta,
mesmo quando já estou satisfeita...

Carola Bitencourt
21/02/2011

14 de fev de 2011

Perco o sono mil vezes
vou acha-lo onde nunca encontrei nada além de inconsciência,
em todas elas a ausência é certeira
me marca a ferro e fogo frio
com a leveza de uma casca de noz sendo quebrada
Garanto a minha face
mais um dia de fartas olheiras
e ao meu sol matutino
o cansaço dos olhos,
que ainda brilham o sonho interrompido,
pelo zunido berrado ao pé do ouvido.
Maldita pontualidade eletrônica
que não erra vez se quer
a hora de me tirar da cama.
Cato em cada ponto
uma chance de despertar.
mal pára o motorista, atônito,
me vendo descer do ônibus
sem saber direito onde está
o eixo do pé esquerdo
ou o pedaço do calcanhar
deixado na porta da frente
no tropeço de conseguir entrar.
Sigo trôpega as faixas brancas,
tento não sangrar na queda
ledo engano
(quem me dera Ivo),
meu rosto é o primeiro a encarar o cano
de onde eu inteira não me esquivo.
Depois de uma surra de água gelada
acordo pra trabalhar
passo o dia entre dois mundos
de linhas retas, mas não paralelas
transversais sem verso nem rima
e quando a cama novamente me é oferecida
o sono,
com o qual minha batalha foi perdida
gargalha de mim
dando tchau, e começando sua corrida!

Carola Bitencourt
15/02/2011